Lançamento do livro Cambalhota, de Sílvio Diogo, em Diamantina

Capa: aquarela de Carolina Teixeira (Itzá)

Cambalhota, de Sílvio Diogo, será lançado em Diamantina neste sábado, 26 de maio, de 14 às 17 horas, na Casa de Chica da Silva (Iphan), Praça Lobo de Mesquita, nº 266.

O lançamento faz parte da programação da 6ª Semana da Integração: Ensino, Pesquisa e Extensão (Sintegra), da UFVJM — “Pesquisar para transformar”.

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Como adquirir o livro

Pedidos podem ser feitos pelos endereços eletrônicos artedesemboque@gmail.comcambalhota.poesia@gmail.com / pagamento por depósito ou transferência bancária (Caixa Econômica Federal).

Valor: 28,00 (livro) + 6,00 (frete) = 34,00 reais

O livro também está à venda na Estante Virtual. Nesse caso, há as opções de pagamento por cartão de crédito e por boleto bancário.

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Ouça dois poemas do livro na voz do autor:

Essa lei

O menino e o gigante

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Cambalhota, Sílvio Diogo

Capa: aquarela de Carolina Teixeira (Itzá)

Cambalhota, o giro corporal sobre a própria cabeça, uma mudança súbita, uma volta repentina, uma acrobacia. Ao jogar com diferentes significados possíveis de uma palavra, ou com palavras que soam próximas, mas com sentidos diversos, o autor desarma formulações preconcebidas e desvenda conexões entre o aspecto pensante da personalidade e o que se passa nos meandros do corpo. A toada emotiva, as vidas intrincadas, as fricções da liberdade com a domesticação, da dor com o cuidar, desenham ousados arranjos de som e de imagem. O brincar e a infância, presentes como temática e como linguagem, embaralham as fronteiras entre seriedade e humor. O livro compõe-se de 38 poemas escritos de 2007 a 2017.

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Ficha técnica

Título: Cambalhota
Autor: Sílvio Diogo
Capa e contracapa: aquarelas de Carolina Teixeira (Itzá)
Páginas: 64
Formato: 14,0 x 21,0 cm
Peso: 130 g
Lançamento: 26/05/2018
ISBN: 978-85-65410-05-2
Valor: R$ 28,00
Valor com frete incluso (para envio pelos Correios por registro módico): R$ 34,00

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Como adquirir o livro

Pedidos podem ser feitos pelos endereços eletrônicos artedesemboque@gmail.comcambalhota.poesia@gmail.com / pagamento por depósito ou transferência bancária (Caixa Econômica Federal).

Valor: 28,00 (livro) + 6,00 (frete) = 34,00 reais

O livro também está à venda na Estante Virtual. Nesse caso, há as opções de pagamento por cartão de crédito e por boleto bancário.

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Ouça dois poemas do livro na voz do autor:

Essa lei

O menino e o gigante

O olho da mulher, Gioconda Belli

O olho da mulher, poesia reunida de Gioconda Belli
Diamantina: Arte Desemboque Casa Editorial, 2012

Tradução, composição e projeto gráfico: Sílvio Diogo
Revisão da tradução, notas e prólogo: Bethania Guerra de Lemos
Ilustrações: Carolina Tiemi Teixeira

Para ter acesso à versão integral do miolo do livro em formato PDF, clique aqui.

Para adquirir a obra impressa, clique aqui.

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Apresentação de O olho da mulher, por Allan da Rosa
[texto publicado na orelha do livro]

E finalmente se traduz e se publica a Poesia de Gioconda Belli no Brasil. Será que só mesmo uma editora miúda, ousada na dúvida e na dívida, pra antever essa filosofia do arrepio e nos prover desse terremoto frutificante? Desse mistério em gotas que nos raia de vitalidade e gana quando lemos os versos de Gioconda?

Neste livro voga a delicada e dedicada lida de matutar cada verso com os poros, com a História, com a esperança pareando o que há de reverberação com os séculos brasileiros, com a tanta tombada de gente indígena também. E se consideram com atenção as paralelas e as diferenças que se traçam com nossa fôrma de matrizes africanas e lusas, em relação à Nicarágua e às Antilhas.

O sorriso no tremelicar do sexo. A utopia e seus azeites e graxas no prazer de sonhar coletivo e na penúria de organizar o desenho, dando rumo às durezas elementares da revolução sandinista. A dedilhada canção à Nicarágua e sua paisagem, suas esquinas, seus fogos. As árvores que dançam enquanto geram… Todo esse novelo se desenrola e nos envolve (mas não nos prende) na colheita de O olho da mulher, livro fascinante, professor e discípulo do Amor vivido em Luta.

Allan da Rosa
— escritor, pedagogo e poeta; organizador do selo Edições Toró

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Trecho do prólogo de Bethania Guerra de Lemos
[publicado na contracapa]

Primeiro livro de poemas de Gioconda Belli a ser traduzido no Brasil, a obra que temos em mãos é de fundamental importância para compreender toda a criação literária da autora. A poesia foi o gênero com o qual iniciou sua trajetória e do qual nunca se afastou. Nos anos de insurreição popular, prévios à revolução sandinista, a literatura foi uma das ferramentas de renovação artística na atividade feminina comprometida com as mudanças. Nas palavras da escritora Daisy Zamora, “essa presença feminina, nas diversas etapas da luta revolucionária, não tem precedentes no continente americano”.

O corpo que se rebela e se afasta do que já não deseja viver é aspecto recorrente em toda a obra de Gioconda Belli, que celebra essa imagem de diferentes formas: fazendo parte da natureza mais selvagem e retornando a ela, ou compondo a paisagem das cidades, da urbe que abriga os corpos e os transforma.

O novo espaço onde serão possíveis os renascimentos, mais livres de dogmas e preconceitos forjados por séculos a fio, precisa de um novo amanhecer, “Uma nova teoria do Big Bang”, com a qual nos presenteia Belli neste O olho da mulher.

Os portadores de sonhos

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Gioconda Belli

Em todas as profecias
está escrita a destruição do mundo.

Todas as profecias contam
que o homem criará a sua própria destruição.

Porém os séculos e a vida que sempre se renova
engendraram também uma geração de amantes e sonhadores;
homens e mulheres que não sonharam com a destruição do mundo,
e sim com a construção do mundo das borboletas
e dos rouxinóis.

Desde pequenos vinham marcados pelo amor.
Por trás de sua aparência cotidiana
guardavam a ternura e o sol da meia-noite.
Suas mães os encontravam chorando por um pássaro morto
e mais tarde também encontraram muitos deles
mortos como pássaros.

Estes seres coabitaram com mulheres translúcidas
e as deixaram grávidas de mel e de filhos reverdecidos
por um inverno de carícias.

Foi assim que proliferaram no mundo os portadores de sonhos,
atacados ferozmente pelos portadores de profecias faladeiras
de catástrofes.
Chamaram-nos iludidos, românticos, pensadores de utopias,
disseram que suas palavras eram velhas
— e eram, de fato, porque a memória do paraíso é antiga
no coração do homem —
os acumuladores de riqueza os temiam
e lançavam seus exércitos contra eles,
mas os portadores de sonhos todas as noites faziam amor
e sua semente continuava brotando do ventre delas
que não apenas portavam sonhos como os multiplicavam
e os faziam correr e falar.

Dessa forma, o mundo engendrou de novo sua vida
como também tinha engendrado os que inventaram a maneira
de apagar o sol.

Os portadores de sonhos sobreviveram aos climas gélidos
mas nos climas cálidos quase pareciam brotar por geração espontânea.
Quiçá as palmeiras, os céus azuis, as chuvas torrenciais
tiveram alguma coisa a ver com isto,
a verdade é que como laboriosas formiguinhas
estes espécimes não deixavam de sonhar e de construir primorosos mundos,
mundos de irmãos, de homens e mulheres que se chamavam companheiros,
que ensinavam uns aos outros a ler, se consolavam nas mortes,
se curavam e se cuidavam entre eles, se gostavam, se ajudavam
na arte de gostar e na defesa da felicidade.

Eram felizes em seu mundo de açúcar e vento
e de todos os lugares vinha gente impregnar-se de seu alento
e de seus claros olhares
e para todas as partes saíam os que os haviam conhecido
portando sonhos
sonhando com profecias novas
que falavam de tempos de borboletas e rouxinóis
em que o mundo não precisaria acabar na hecatombe
em que, ao contrário, os cientistas projetariam
fontes, jardins, brinquedos surpreendentes
para tornar mais prazerosa a felicidade do homem.

São perigosos — imprimiam as grandes rotativas
São perigosos — diziam os presidentes em seus discursos
São perigosos — murmuravam os artífices da guerra

É preciso destruí-los — imprimiam as grandes rotativas
É preciso destruí-los — diziam os presidentes em seus discursos
É preciso destruí-los — murmuravam os artífices da guerra

Os portadores de sonhos conheciam seu poder
e por isso não se estranhavam
e também sabiam que a vida os havia engendrado
para se proteger da morte que anunciam as profecias.

E por isso defendiam sua vida até com a morte
e por isso cultivavam jardins de sonhos
e os exportavam com grandes laços coloridos
e os profetas da escuridão passavam noites e dias inteiros
vigiando as passagens e os caminhos
em busca desses perigosos carregamentos
que jamais conseguiam capturar
pois quem não tem olhos para sonhar
não vê os sonhos, nem de dia, nem de noite.

E no mundo se desatou um grande tráfico de sonhos
que os traficantes da morte não podem deter;
e por todos os lados há pacotes com grandes laços
que só esta nova raça de homens pode ver
e a semente destes sonhos não se pode detectar
pois vai envolta em corações vermelhos
ou em amplos vestidos de maternidade
onde pezinhos sonhadores alvoroçam os ventres que os carregam.

Dizem que a terra depois de os parir
desencadeou um céu de arco-íris
e soprou de fecundidade as raízes das árvores.

Nós sabemos somente que os vimos
Sabemos que a vida os engendrou
para se proteger da morte que anunciam as profecias.

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O olho da mulher
Diamantina: Arte Desemboque Casa Editorial, 2012
Tradução: Sílvio Diogo
Revisão da tradução, notas e prólogo: Bethania Guerra de Lemos
Ilustrações: Carolina Teixeira

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Onde comprar o livro O olho da mulher, de Gioconda Belli

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Foto: Mejía+Bendaña Fotografía

Alma de serra: estórias do Espinhaço, Marcos Lobato Martins

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Ficção e história se misturam nestes contos ambientados na serra do Espinhaço meridional, no entorno do antigo Arraial do Tijuco, hoje cidade de Diamantina, espaço de formação da “sociedade do diamante” ao longo dos séculos XVIII a XX. Personagens diversos, movidos pela esperança de fazer fortuna ou de simplesmente viver em paz, enfrentam as agruras e asperezas da cordilheira, no sertão das Minas Gerais, e as intrigas e as injustiças que marcaram – e ainda marcam – uma das regiões mais bonitas do Brasil.

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“Os textos reunidos nesta coletânea – roubados à realidade ou à mitologia regional, que diferença faz? – foram escritos entre 2009 e 2016. Uma notícia histórica ou um relato tradicional fornecem o fio condutor de cada conto, os quais têm em comum o fato de se referirem a um mesmo espaço histórico-social: a ‘sociedade do diamante’ erigida, a partir do século XVIII e até o último quartel do século XX, nas terras altas do Espinhaço Meridional, em torno do antigo Arraial do Tijuco. Alguns contos foram publicados no blog ‘Minas de História’, que se podia acessar na internet até 2013. Outros foram lidos apenas por duas ou três pessoas íntimas, que me encorajaram a reunir as estórias e publicá-las em conjunto.

Esta coletânea de contos remete à travessia de que falou Fernando Pessoa: o tempo e a iniciativa de fazer algo distinto para não ficar, ‘para sempre, à margem de nós mesmos’. Nas palavras do poeta, ‘há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares’. Uma travessia de resultado incerto, mas incontornável.”

Marcos Lobato Martins, do Prólogo

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Para conhecer mais informações sobre o livro Alma de serra, clique aqui.

Desaboio, Saulo Alves

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O CD Desaboio, de Saulo Alves, é a concretização de um projeto que teve início em 2006 em parceria com o poeta e letrista Paulo Nunes. O longo e cuidadoso trajeto de confecção do disco — e do livro-encarte que o acompanha — reuniu um mutirão de colaboradores, como os músicos Victor Mendes, Dami Baz, Pedro Ribeiro, Chris Arundhati, Uxía, Jean Garfunkel, Ricardo Vignini, Gustavo Sarzi, Helton Pop, Marcelo Berzotti (Jesus), Rafael Ramalhoso, Maurício Teixeira, Ser Tão Trio. Também participaram artistas visuais como Laycer Tomaz, Mário de Almeida e Silvio Diogo; e pesquisadores/professores: Ricardo Ferreira Ribeiro, Luiz Humberto Arantes e Regma Maria Santos.

No disco Desaboio, matrizes musicais como a toada sertaneja, o ritmo da congada, a folia de reis marcam os enlaces da viola com diferentes manifestações da música popular brasileira, além de diálogos com o rock’n-roll, o fado, a canção latino-americana.

O trabalho musical, poético, conceitual relaciona-se ao contexto da destruição do Cerrado, em suas nuances políticas, sociais e culturais. As letras compostas por Paulo Nunes tematizam tanto acontecimentos que podem ser localizados no tempo e no espaço — como o represamento das águas para a construção da barragem de São Simão, em Goiás, no ano de 1975 (A queda); ou o assassinato de Chico Mendes, no Acre, em 1988 (Violeiro do Norte); contextos ecológicos e políticos gerais (migração, ressecamento dos rios, solidão urbana); bem como veredas afetivas e existenciais, próprias da arte do que não tem nome.

Desaboio, CD e livro-encarte, busca aguçar escutas e olhares na direção do artesanato da convivência e do trabalho conjunto, da poesia do repique da viola, da roda do mundo da comunidade, segredos contados que insistem em girar em abraços de encontro.

O disco, dedicado à avó de Saulo Alves, Alice Alves de Oliveira (1922-2014), também faz um tributo ao trabalho do poeta Juca da Angélica (José Joaquim de Souza), nascido em 1918 em Lagoa Formosa, Alto Paranaíba (MG), nas proximidades de Patos de Minas (cidade natal de Paulo Nunes) e Ituiutaba (cidade de Saulo Alves).

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O CD Desaboio, na íntegra, está disponível neste link.

Para ter acesso ao livro-encarte do disco (em formato PDF), clique aqui.

Para adquirir o CD + o livro-encarte, é preciso entrar em contato com o músico Saulo Alves, por correio eletrônico (saulo_sad@hotmail.com) ou por seu mural no Facebook.


Fotos do mutirão

Venha quando for escuro (contos), de Luís Henrique Novais

Capa de Katia Portes

Capa de Katia Portes

O título com o qual o autor batizou o seu primeiro livro é um convite. A aproximação se dá, pouco a pouco, por meio da leitura dos sentidos e da inevitável experiência que é o viver. Os contos estão articulados pelo jogo entre o aconchego e o alheamento, o abraço e a perda, os limites e a imensidão.

A vibração do encontro amoroso — a “morte provisória que é o prazer singular de nos perdermos voluntariamente no prazer do outro” — envolve o tatear de mãos, os sons, os sinais: o toque do que não podemos ver e que nos toca. As mulheres, guardiãs do tempo, comparecem especialmente em cada ponto do percurso.

Neste livro, o ritmo da linguagem orienta a percebermos a peculiaridade dos espaços da intimidade e da cumplicidade (entrar e fechar a porta…) e o arejamento necessário à abertura ao outro (a janela, “grande orelha atenta aos recados do mundo”).

O autor cuida, na textura do texto, em tornar presente o desafio de compor os enlaces entre origem e fim, luz e mistério, em restituir os ambientes em que o nosso mundo próprio necessita voltar a fazer parte do universo. A esse encontro — ou reencontro — é que a escrita de Luís Henrique Novais nos chama. Venha…

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— Não sei bem se deveria contar o que começo a escrever. Certas histórias vividas são constrangimentos pesados demais e, por isso, deveriam ser mantidas como grandes segredos. Porém, existe o prêmio, muitas vezes imerecido, que apenas o tempo é capaz de oferecer: o esquecimento. O que salva o homem, afnal, quando a velhice lhe chega, mas a morte ainda tarda? A capacidade de esquecer. Talvez mais que a capacidade de esquecer, o homem é salvo pela licença para inventar.

(trecho de “Conto de véspera nº 3”)

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Sobre o autor

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Luís Henrique da Silva Novais nasceu na cidade de Montes Claros, norte de Minas Gerais. É graduado em Letras pela Unimontes e mestre em Teoria Literária e Crítica da Cultura pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Tornou-se educador por exercício de liberdade. Tendo atuado sempre na educação pública, adquiriu experiência como professor nos níveis básico, superior, técnico e tecnológico. Atualmente, mora em Passos (MG) e é docente no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas.

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Para adquirir o livro, escreva ao autor por correio eletrônico: novais.vqfe@gmail.com.